sábado, 30 de julho de 2011

A Carta

Meu nome está nela e está simplesmente me esperando.
Eu sinto um frio pelas minha veias e está com a vergonha dela nela.
Ela não poderia dizer isso na minha cara, mas não irei perder tempo apontando culpados

Eu sei que seguirei, em frente digo a mim mesmo, que acharei coisa melhor.
Simplesmente esquecerei isso e nao lembrarei dela.

Ela não era boa para mim, lá no fundo eu sabia que iria ser desse jeito.
Então como não consigo abrir essa carta?
Não consigo esquecê-la... gostaria mesmo de poder!

Tem que ter um nome para isso, seja lá o que for que você me fez.
Eu estou completamente louco, bem, quem pagará por isso?
Se não é você, acho que sou eu!
Você me deixou com a sua vida e levou a minha.

Eu sei que seguirei, em frente digo a mim mesmo, que acharei coisa melhor.
Simplesmente esquecerei isso e nao lembrarei dela.


Ela não era boa para mim, lá no fundo eu sabia que iria ser desse jeito.
Então como não consigo abrir essa carta?
Não consigo esquecê-la... gostaria mesmo de poder!


A carta tem meu nome e está simplesmente me esperando.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Amigo

 Um dia desses, lendo alguns sites encontrei este texto, que cai como uma luva para o dia de hoje "Dia do Amigo".
 Espero que gostem do texto.

 Durante a guerra algumas grandes amizades são feitas e são fortalecidas, durante a II grande guerra dois soldados que nunca haviam se visto, cairam no mesmo batalhão.
 E passaram por todas as diversidades juntos, treinamentos, rondas, racionamento de comida e a amizade entre os dois foi se fortalecendo.
 Em um dia, entraram em uma zona de conflito contra os Alemães e na hora da retirada um deles acabou ficando para trás. 
 O amigo prontamente se dirige ao seu oficial e encarecidamente pede:
 - Senhor, meu amigo não retornou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo - disse o soldado ao seu tenente.
-Permissão negada. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente já está morto. - disse o tenente.

 O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.
 O oficial furioso, olha para o soldado e diz:
-Já tinha te dito que ele estava morto! Agora eu perdi dois homens! Diga-me: Valeu a pena ir lá para trazer um cadáver?
 E o soldado, moribundo, respondeu:
-Claro que sim, senhor! Quando eu o encontrei, ele ainda estava vivo e pode me dizer:
 -Tinha certeza que você viria!

 Os dois foram enterrados em solo Alemão um ao lado do outro, com a escrita em suas lápides:
"Um amigo é aquele que chaga quando todos os outros se foram."

P.S: Espero que todos tenham gostado do texto, e saibam que aqueles que considero amigos de verdade, podem contar comigo em todos os momentos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A minha espada

Certas coisas acontecem na vida da gente que muitas vezes temos a impressão que o mundo simplesmente virou as costas para nós. E os dias que sucedem ao evento você acredita que não passa de alguém que somente existe e que não vive. Esses eventos podem vir de várias formas: a perda de um ente querido, uma briga e o término de uma grande amizade, o final de um grande amor, etc. Posso ficar aqui citando vários e vários exemplos e você sabe que um deles pelo menos aconteceu com você. Se não aconteceu ainda, prepara-se, pois um dia vai acontecer. E então você deve estar meio que preparado para isso. Digo preparado por que sei que praticamente ninguém fica. É o tipo de acontecimento que pega a gente desprevinido, ou como diz na gíria popular, “com as calças curtas”! Você pode até saber que de repente pode acontecer, mas nunca, repito, nunca espera que, de fato, ocorra. Mas então acontece e você fica completamente perdido, sem saber o que fazer, para onde ir ou a quem procurar.
Confesso que vivi (e ainda estou vivendo por esse dias) um acontecimento desses. Não, não preciso dizer aqui o que é, pois como diz o HAL-9000 no filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço: “Essa conversa não faz mais sentido, David”! Mas o fato é que estou vivendo e recentemente terminei de ler um livro (uma boa coisa foi que novamente adquiri o bom hábito da leitura) onde nos é apresentado uma metáfora do autor que busca por uma singela espada. Durante a sua busca, ele passa por diversas situações e aprende muitas lições de vida para consegui o seu maior objetivo, que é justamente encontrar a sua espada. Porém, lendo e interpretando da minha maneira, eu entendi aquela espada como a felicidade. Pelo menos para mim, a busca se resumia simplesmente em achar o bem mais valioso do universo: a pura e simples felicidade. Como felicidade, cada um pode interpretar de uma forma: pode ser uma casa ou um lar, um carro, uma pessoa, um emprego, um sonho, enfim, alguma coisa que faça a vida valer a pena. Valer a pena para quando chegar o “gran finale”, você não se arrependa nem um pouco de tudo que passou e que sofreu na jornada. Quem já leu este livro, já sabe do que é que estou falando.
Viajando mais ainda depois da leitura, eu pode fantasiar a história do autor com a história de todos nós. Todos estamos em busca da nossa espada, seja ela qual for. E voltando ao assunto inicial do texto, esses acontecimentos são simplesmente lições que você tem que aprender e que tem que passar para consegui achar a sua espada. É simplesmente isso. Todos temos que percorrer um grande caminho até achar a nossa espada e todos temos que aprender as lições que esse caminho vai nos impor, sejam elas boas ou más. Para então, ao final, você descobri que a busca valeu a pena.
Eu ainda não encontrei nem mesmo o caminho que vai me levar até a minha espada. Mas tenho certeza, muita mesmo, não imagina como, que estou muito perto de saber pelo menos qual seguir, se para o vale ou para as montanhas ou mesmo para o deserto! E descoberto o meu caminho, vou em busca da minha espada. Mesmo com todas as adversidades, com todas as mágoas, com todas as dores, estarei indo em frente.
E, pra terminar, como diz a frase de uma célebre campanha de uma bebida (deliciosa, por sinal):

“Seja lá quais forem os seus sonhos… Keep walking…”

Ouvir Música

Hoje vendo o TVZ no multishow, ouvi algumas músicas que me fizeram refletir e acabei por fazer este post, para expressar um pouco do que senti com este acontecimento de hoje.

Muitas vezes paramos de ouvir uma música que gostávamos porque a música nos lembra uma certa pessoa ou um certo lugar ou mesmo um certo momento. Muitas pessoas possuem essa coisa: “Ah… Não gosto de ouvir essa música porque me lembra fulano de tal!” ou então “Não ouço mais porque me lembra tal festa que foi muito boa e agora não tenho mais”! Esse post é só para dizer que isso é a maior bobagem que alguém possa fazer na vida. Entenda, se você gosta ou gostou de uma música, não deixe de ouví-la porque isso vai te remeter a pensamentos tristes ou mesmo ruíns. O que eu tenho para dizer é que a música é muito, mas muito maior que tudo que aconteceu. Pode até se equiparar, mas o acontecimento ou mesmo a pessoa nunca, repito, nunca ultrapassará a música. Então, pegue seu iPod ou seu iPhone ou seu CD Player ou seu walk man ou seu toca discos ou sua vitrola, pegue a respectiva mídia e coloque bem, mas bem alto mesmo! Ouça aquela música que você parou de ouvir há muito tempo e que ainda hoje gosta dela. E se alguma lágrima descer pelo seu rosto, sorria, afinal de contas como diz o poeta: “Recodar é viver!” E se você não gostar das recordações, bom, simplesmente ouça a música e cante junto bem alto. E lembre-se sempre: a música é muito, mas muito maior que essas coisas mesquinhas que você achava importante.

Eu Serei - Edwin McCain

Os fios de cabelos em seus olhos
Que os colore maravilhosamente
Me param e roubam minha respiração
E esmeraldas das montanhas
Dão um impulso para o céu
Nunca revelando sua profundidade

E diga me que nós pertecemos um para o outro
Vista-se com os enfeites de amor
Eu serei cativado; Eu me pendurarei em seus lábios
Ao invés da forca do desgosto
Que está pendurado em cima

(Refrão)Eu serei um ombro para você chorar
Eu serei amor suicida
Eu serei melhor quando estiver mais velho
Eu serei o maior fã da sua vida

A chuva cai forte no telhado de lata
Enquanto nós estamos acordados em minha cama
E você é minha sobrevivência
Você é minha prova viva
Meu amor é vivo e não morto

E diga me que nós pertecemos um para o outro
Vista-se com os enfeites de amor
Eu serei cativado; Eu me pendurarei em seus lábios
Ao invés da forca do desgosto
que está pendurado em cima

(Refrão)

E eu tenho deixado cair, Eu estou exausto
Eu lutei para voltar da morte
Voltando para dentro, ligando
Lembrei das coisas que me disse

(Refrão 2x)

O maior fã da sua vida 


P.s: Sei que pode parecer muito estranho, mas adorei esta música e antes que me perguntem, SIM eu sou um romântico assumido SIM.
 Espero que gostem.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fizeram-nos acreditar

"Fizeram-nos acreditar que amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não nos contaram que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém na nossa vida merece carregar às costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram-nos acreditar que o casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que essas fórmulas não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não nos contaram que ninguém nos vai dizer isso.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando estiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém."

John Lennon

Ps.: Achei esse texto por aí… Navegando… Não sei se o autor é mesmo John Lennon mas, de qualquer forma, deixei os créditos como os achei! Não tive como não publicá-lo aqui!

Opostos

Até que ponto os opostos se atraem?
Será que esse chavão são meras palavras ditas ou tem realmente alguma coisa haver?
Começo esse post com essas perguntas porque algo bem estranho (e bom) aconteceu por esses dias próximos. E, ao mesmo tempo que acho que não tem nada de mais também acho que sim, que existe e que talvez possa ser bem mais profundo do que aparenta. Não, não posso e não vou citar locais, pessoas e acontecimentos (chama o jurídico!), mas o fato é que isso está me deixando um pouco incomodado. Não, incomodado não seria a palavra correta e sim uma mistura de empolgação com alguma coisa que não compreendo. Será que isso é uma viagem? Será que está acontecendo mesmo ou, como diz a letra da música do The Cramberries, “is just my imagination”? Por causa desse, vamos assim dizer, evento é que questionei sobre os opostos. São bastante diferentes mesmo, em todos os sentidos possíveis. Não, todos não! Apenas um é comum. E esse talvez seja o mais forte: a paixão pelo silêncio. A única coisa que posso fazer por enquanto é ter paciência e deixar acontecer e ver até aonde isso pode chegar! Tem um frase de Shakespeare que diz:
"Não quero pensar, não quero fazer planos, não quero criar expectativas.
Quero apenas que os dias passem."
É isso aí… Quero apenas que os dias passem e, se for realmente, então acredito que entrarei numa nova era!

Lixos da Vida

Nesta última sexta-feira a noite resolvi ficar em casa ouvindo música e então aproveitei o ensejo e fiz uma faxina nas minhas coisas. Abri cada gaveta, cada armário, cada local onde se amontoavam “troços” e joguei muita, mas muita coisa fora, pro lixão mesmo. Foram extratos bancários velhos, cartas e cartões que não fazem mais sentido para a atualidade, contas velhas, objetos sem uso enfim, tudo aquilo que no passado pode até ter sido importante, mas que hoje a única coisa que estão fazendo é ocupar espaço, tanto nos armários quanto na cabeça (e também no coração). E a cada arremesso de algo para o “recycle bin”, devaneios desfilavam pela minha cabeça, como se eu pudesse fazer uma viagem nostálgica e voltar no momento em que aquele documento foi registrado/criado/recebido ou objeto foi usado/adquirido. Às vezes ficava feliz em lembrar e às vezes ficava triste. Mas essa tristeza não era ruím. Era uma tristeza boa, se é que existe tristeza boa. Uma tristeza assim, meio que de alívio que aquilo passou e que acabou. Não acho que consigo colocar aqui em Noites o verdadeiro significado daquele sentimento de sexta-feira, se bem que isso agora não importa muito. O que importa mesmo é que as gavetas e os armários estão limpos, vazios e prontos para receberem novas coisas, novos momentos e novas alegrias. 
E então pensei cá com meus botões: como é importante essa faxina. Como é importante você destruir e jogar fora esses resquícios de passado que devem ficar por lá, enterrados mesmo, como se tivessem sido um sonho ou mesmo um pesadelo. Como é importante para a nossa alma ser polida novamente, para que possamos voltar a brilhar, como diz a letra da música do Floyd: “Shine on your crazy diamond!” :)
Agora a próxima etapa é limpar meus discos rígidos que já deveriam ter sido deletados a muito, mas muito tempo mesmo. Como já foi dito, novos arquivos e novos programas e também novas versões estão chegando e precisam de espaço. Então, mãos a obra…