segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fingir

Me diga, você não vai ficar.
Poderíamos falar, sobre absolutamente nada.
Nós vamos sentar aqui e compor as palavras, à medida que avançamos.

Os jogos que poderíamos jogar, talvez silenciosamente nos escrevem uma canção.
Silenciosamente gritam do telhado que não nos pertencem.

Todos me disseram, talvez ela esteja um pouco louca, assim como você.
Disseram que você não era nada, só problemas, e eu só sei que eu nunca estive assim antes.
Sonhando com oceanos ao pular em poças.
Por toda a minha vida, eu fingia que você estava lá perto da porta, eu não preciso mais fingir.

Estranho é tão estranho quando nos sentimos melhor sozinhos, você acredita que não tem mais ninguém e isso é definitivo.
E então você apareceu, sua aparência era tão triste e pequena, me fez acreditar mais uma vez, que eu poderia estar errado.
E dói saber, que havia alguém lá fora, tão estranha e tão bonita como você.
Se eu soubesse mais cedo.

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