sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A dor que dói mais...

Trancar o dedo na porta dói, bater o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói. 

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cáries e pedra nos rins.
Mas a que mais dói é a saudade.
Saudade de um parente que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade das brincadeiras e da inocência.
Saudade de um ente querido que já não se encontra entre nós, e esta que sinto no momento.

Enquanto estou aqui digitando este texto, me recordo de meu pai.
Das brincadeiras que tínhamos, mas principalmente das conversas, da confiança entre os dois.
Poderíamos ficar horas conversando sem parar ou então apenas ficarmos sentados sem nada ser dito, a cumplicidade entre nos dois era tamanha.
Sabe o seu melhor amigo?
No meu caso meu melhor amigo, era meu pai. Nunca fui proibido de fazer nada, mas sempre tive as escolhas em minhas mãos, poderia escolher o certo ou errado, mas ele sempre estava a meu lado, tentando dar as opcoes corretas.
Se eu sou o homem que sou hoje, devo tudo aos ensinamentos de meu "irmão", sim nunca o chamei de pai, me arrependo um pouco disso e acredito que se ele estivesse aqui, também se arrependeria disso.
Pelo fato de ter esta confiança nele, eu me preocupe um pouco em confiar em mais alguém, pois hoje em dia, tudo e muito complicado, nunca sabemos em quem realmente podemos ou não confiar.
Vou terminar por aqui, apenas dizendo:
Pai aonde, você estiver, sei que estas cuidando de mim, e sinto sua falta, de nossas conversas e brincadeiras, tenho tantas coisas para lhe dizer, mas que sei e sinto que você já sabe de tudo.
Amo você e jamais te esquecerei.

Um comentário:

  1. Foi muito lindo tudo o que você escreveu para seu pai ,com certeza ele está orgulhoso de você como estou agora, continue assim.

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